Paróquia do Pilar e Santa Luzia

O templo histórico, construído pelos imigrantes espanhóis em homenagem a sua padroeira, apresenta elementos dos estilos barroco, rococó e neoclássico e foi recentemente restaurado pelo IPAC. A Igreja foi construída em 1718, com sua fachada em estilo rococó.

A irmandade foi organizada em 1718, na capela de um pequeno convento carmelita que existiu onde fica o “Trapiche Barnabé”. Em 1738 iniciou a construção do próprio templo, obra do mestre Felipe de Oliveira Mendes. O frontispício foi executado entre 1770 e 1780, projetado pelo Engenheiro Militar José de Anchieta e Mesquita (com representação da padroeira em mármore, segurando uma custódia). Ele também executou a planta da fachada do cemitério da Irmandade, edificado em 1799, à direita do templo. Toda a cantaria dos arremates veio de Portugal.

Em 1829, um incêndio destruiu a capela-mor e uma tribuna e danificou alfaia e imagens, como a da padroeira e a do Senhor do Bom Caminho. Em outubro de 1829, a Irmandade encomendou obras de talha para a capela-mor e quatro tribunas a Joaquim Francisco de Matos que, entre 1832 e 1834, executou também o novo arco-cruzeiro, o fôrro, duas credências e quatro tocheiros. A partir de 1834 o douramento e oito painéis para ornar a nave e a capela-mor, foram feitos por José Teófilo de Jesus. No ano de 1834 também foi modelada, por Manoel Inácio da Costa, uma nova imagem do Senhor do Bom Caminho, enquanto o ourives João Bernardo executava os raios, título e cantos de prata para seu crucifixo (aproveitando a prata do que foi destruído

Segundo a juíza da Irmandade de Nossa Senhora do Pilar, Josete Batista Santos, a imagem de Santa Luzia tinha seu próprio templo nas imediações da Avenida Contorno, destruído por um incêndio no final do século XIX. No Pilar, a imagem foi colocada no altar-mor, junto com as demais, mas era tão grande a devoção que, em 1902, a Irmandade decidiu construir um altar especifico pra ela, numa das laterais do templo. Tornou-se muito popular a festa em devoção a Santa Luzia, que acontece todos os anos em 13 de dezembro. Na ocasião, os devotos católicos buscam as águas da fonte milagrosa de Santa Luzia para sarar suas doenças, principalmente as relacionadas aos olhos, já que esta, que é considerada pela Igreja Católica uma das “virgens-mártires”, sofreu o martírio de ter os olhos arrancados. A santa é considerada padroeira dos marinheiros e madrinha dos Filhos de Gandhi e da Banda Didá. No sincretismo afro-brasileiro, é relacionada com Oxum Apará, uma mistura de Iansã com Oxum.

A fonte natural do local, que já serviu outrora para abastecimento de naus e caravelas do porto da cidade, provém da canalização realizada quando da contenção da encosta para construção do templo.

A igreja fica na Praça do Pilar, 55B, Comércio, Salvador.

Festas:

Nossa Senhora do Pilar: 2º domingo de setembro
Santa Luzia: 13 de dezembro 

Horário de Funcionamento: Seg à sex 14h às 19h e Sab 8h às 13h

Telefone: (72) 3323-0219